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Mitigar as Alterações Climáticas

 

Mitigar  

O Impacto do CO2 no setor do transporte aéreo

O setor da aviação é um setor pioneiro no que respeita à consciencialização ambiental.

À semelhança de outras indústrias, também a indústria da aviação tem vindo a assumir um papel relevante na redução das emissões de carbono, comprometendo-se com métricas globais, perfeitamente definidas para o concretizar.

Vão as companhias aéreas conseguir reduzir as suas emissões de carbono?
Estima-se que, para limitar o aquecimento global em 2ºC, os países tenham que reduzir o rácio emissões de carbono – PIB em 5,1% por ano, até 2050. Para isso, todos os setores terão de se comprometer e assumir um papel preponderante para assegurar o cumprimento deste objetivo, nos quais se inclui o setor da aviação, que atualmente é responsável por 2% do total de emissões de gases de efeito de estufa.

Para atingir esta meta, o setor da aviação tem vindo a focar-se em cinco áreas principais:
Combustíveis alternativos – aumento do uso de biocombustíveis, com redução das emissões de carbono;
Tecnologia - melhorias na produção aeroespacial, como a aerodinâmica das aeronaves, o uso de materiais mais leves e motores de combustão mais eficientes, que permitem a redução do consumo de combustível por quilómetro voado;
Infraestruturas/Operações – implementação de medidas como a gestão do tráfego aéreo (ATM), que tornou as rotas mais diretas, e nos próprios aeroportos, como o uso de veículos terrestres na pista, permitem a diminuição do uso de combustíveis e consequente redução da emissão de CO2;
Business – o aumento da eficiência por passageiro pode ser por via de economias de escala que se atingem com aeronaves maiores e assegurando a maximização dos load factors;
Créditos de carbono - caso as companhias aéreas ultrapassem os níveis de emissões de carbono que lhes são permitidos, terão que comprar créditos de carbono, tendo naturalmente impacto na estrutura de custos das organizações.

As emissões de carbono provenientes do setor do transporte aéreo são, desde 2012, consideradas no Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE), sendo atribuído a cada companhia aérea um montante de créditos de emissões determinados com base nas suas emissões de carbono históricas. Caso as empresas ultrapassem este valor, terão de adquirir créditos de emissões. Por se tratar de uma deliberação da Comissão Europeia, esta medida implicou também que os voos de e para a União Europeia (UE) tivessem que despender dos créditos de emissões correspondentes ao montante de emissões libertadas durante o voo.
No entanto, em Novembro de 2012, devido à elevada pressão internacional, a Comissão Europeia decidiu suspender por 12 meses a contabilização e comercialização das emissões de carbono provenientes dos voos internacionais. Ou seja, nos voos de e para a UE as companhias aéreas não necessitam de contabilizar as emissões de carbono o que, naturalmente, impacta no número de créditos de emissões necessários.

O estabelecimento destes targets para a indústria da aviação exige um sistema regulador exigente.

O Impacto do CO2 na SATA

 

DESEMPENHO 2012

 
Emissões de GEE   › 238.337 toneladas de CO2


A SATA, à semelhança das restantes companhias aéreas, encontra-se dependente do consumo de combustíveis para desenvolver a sua atividade operacional diária. Este consumo de combustível é responsável pela emissão de gases com efeito de estufa (GEE) que, no caso da SATA, atingiu em 2012 cerca de 238 mil toneladas de CO2.

  Emissões de CO2 (t)Emissões CO2



Sabia que a SATA possui um manual de monitorização das emissões de carbono?
A SATA possui um manual de monitorização das emissões de carbono cuja aplicação resulta no respetivo inventário das quantidades de CO2 emitidas. Este inventário é efetuado, trimestralmente, através de uma aplicação informática, desenvolvida internamente, que elabora relatórios de acordo com os requisitos da APA.



protocolo azorina  

Protocolo SATA - Azorina

Um dos objetivos do protocolo celebrado entre a SATA e a Azorina é contribuir para a compensação de emissões de carbono resultantes das diversas deslocações, através da florestação de determinadas áreas, sendo que, em média, a acumulação de 200 kg de carbono (equivalente a uma viagem entre os Açores e Lisboa) é feita por uma árvore em aproximadamente 12 anos.