Modelo de Gestão

“Recentemente o Conselho de Administração aprovou o Modelo de Gestão de Risco da SATA, aplicável a todas as áreas com exceção das operacionais, de manutenção e aeródromos, no que estiver diretamente relacionado com a segurança de voo e das operações, uma vez que já existem para esses casos práticas e orientações que têm de obedecer a diferentes requisitos. Como resulta do seu texto, a aplicação do Modelo de Gestão de Risco é transversal à Empresa, sendo, por isso, tarefa de todos.”
Ricardo Costa, Gabinete de Projetos Corporativos, responsável pela Gestão de Risco

 

É compromisso dos órgãos de gestão da SATA assegurar que a gestão de risco é trabalhada continuamente, isto é, que é realizado um esforço diário por todas as áreas de negócio de identificar, avaliar e monitorizar os riscos a que estão expostos. Neste sentido, foi formalmente aprovado em 2012 o Modelo de Gestão de Risco, que serviu também de base ao Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas, recomendado pelo Conselho de Prevenção de Corrupção (CPC) à luz da Recomendação de 1 de Julho de 2009.

 

Princípios da Gestão de Risco da SATA
É um meio para atingir um fim e não um fim em si mesmo;
É afetado por todos os colaboradores da organização, isto é, não se refere apenas a um conjunto de políticas, procedimentos e regras, mas antes ao envolvimento dos vários stakeholders da organização na gestão;
Requer um alinhamento com a estratégia organizacional (input para a Gestão de Risco), ao mesmo tempo que permite a sua monitorização.

 

A metodologia de Gestão de Risco da SATA está alinhada com as boas práticas internacionais e prevê 5 etapas, necessárias para assegurar a correta análise dos riscos
A metodologia de Gestão de Riscos da SATA encontra-se alinhada com a metodologia de Enterprise Risk Management que segue o modelo internacional COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission) nas várias atividades desenvolvidas, abrangendo todos os níveis organizacionais. Esta metodologia traduz-se em 5 etapas, realizadas pelos gestores de risco internos, de forma transversal a todos os tipos de riscos a que a SATA está exposta.

 

IDENTIFICAR
Identificar os riscos que possam ter impacto na concretização dos objetivos da SATA.
 
ANALISAR E PRIORITIZAR
Analisar os principais riscos a que a SATA está exposta identificados na etapa anterior e avaliar a probabilidade de ocorrência e impacto na organização.
 
AVALIAR
Avaliar quais as atividades, as regras e os procedimentos existentes que mitigam os riscos identificados e devidamente classificados.
 
RESOLVER
Definir e documentar os planos de ação e de mitigação dos riscos identificando os timings e os owners da sua monitorização.
 
MONITORIZAR
Monitorizar de forma periódica os riscos críticos identificados e assegurar que os planos de ação definidos na etapa anterior são eficazes na sua mitigação.

 

Owners da Gestão de Risco da SATA

Assume-se que todos os colaboradores da SATA são owners da gestão de risco.

Na SATA esta responsabilidade é transversal a toda a estrutura organizacional, assumindo cada elemento um conjunto de responsabilidades e funções, destacadas na figura seguinte.

 

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Definir riscos estratégicos;
Aprovar iniciativas de mitigação dos riscos.

DIREÇÕES E GABINETES

Cumprir as iniciativas de mitigação definidas e agir proativamente na identificação de novas.

COLABORADORES

Assegurar as ações de mitigação definidas nas atividades e tarefas;
Alertar para situações de crise ou dano.

 

Para minimizar a exposição ao risco, a SATA desenvolveu um conjunto de controlos que, de forma transversal à organização, permitem criar um ambiente robusto e sólido
São também estes owners que realizam as atividades de controlo interno definidas na SATA, cujo objetivo é o de minimizar o impacto da ocorrência dos riscos. Estas atividades de controlo assumem-se como um conjunto de processos, tarefas e documentos que, atuando em simultâneo nas várias áreas funcionais da Empresa, permitindo criar um ambiente robusto e suficientemente controlado, conferindo à SATA a capacidade de gerir a sua exposição ao risco de forma mais eficaz e eficiente.

 

Controlo interno na SATA

Os princípios
As atividades de controlo interno procuram assegurar 3 princípios, que quando devidamente articulados entre si, permitem à SATA executar a sua atividade operacional, minimizando os riscos a que está exposta, num ambiente de conformidade com os seus objetivos estratégicos.
1. Eficiência e eficácia operacional
São várias as iniciativas desenvolvidas na SATA que suportam a criação de um ambiente operacional eficiente e eficaz. Exemplo disso são as políticas, os regulamentos, os manuais e as metodologias de trabalho desenvolvidas internamente na SATA, que asseguram que todos os colaboradores estão alinhados neste objetivo de controlo interno.
2. Foco no cliente
Foco no cliente é a filosofia por trás destes controlos. De facto, nos últimos anos, tem-se assistido a uma alteração cultural profunda na SATA, de orientação para o cliente, com o objetivo de assegurar o alinhamento de todos os colaboradores, processos, procedimentos e controlos internos, para a prestação de um serviço de qualidade ajustado às reais necessidades dos seus parceiros em geral, e do cliente em particular.
3. Divulgação da informação financeira
O controlo financeiro assume-se na SATA como uma importante componente do controlo interno, justificado pelo seu impacto na fiabilidade do reporte contabilístico e financeiro. Para garantir essa fiabilidade nas contas e nas demais peças de informação financeira, a SATA cumpre um conjunto rigoroso de controlos chave num ambiente devidamente acompanhado pelo próprio Tribunal de Contas e a Inspeção Administrativa Regional, conforme requerido pelo Decreto Legislativo Regional n.º 7/2008/A.